Ministro da Fazenda se reúne com Alcolumbre para frear pauta de R$ 270 bilhões no Senado
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Ministro da Fazenda se reúne com Alcolumbre para frear pauta de R$ 270 bilhões no Senado

Foto: Jonas Pereira/Agência Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), se reuniu nesta terça-feira (9) com o ministro da Fazenda em exercício, Dario Durigan, para tratar de propostas em tramitação na Casa que preocupam a equipe econômica pelo potencial impacto nas contas públicas.

Segundo estimativas do Ministério da Fazenda, os projetos em discussão no Senado representam um custo superior a R$ 270 bilhões. O encontro ocorreu na residência oficial do Senado em meio às divergências entre o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Alcolumbre. Apesar das tensões, Durigan é considerado um dos integrantes da Esplanada com melhor interlocução junto ao senador.

Entre as matérias acompanhadas pelo governo está o projeto que prevê a renegociação das dívidas dos produtores rurais. A proposta, aprovada pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), está prevista para ser votada pelo plenário nesta quarta-feira (10) e pode gerar impacto de R$ 120 bilhões ao longo da próxima década.

Outro texto que desperta preocupação é a PEC que garante aposentadoria integral e paridade salarial para agentes comunitários de saúde e de combate às endemias. A proposta, aprovada pela Câmara dos Deputados em 2025, aguarda análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e tem custo estimado em R$ 99 bilhões.

Também está no radar da equipe econômica o projeto que cria um piso salarial nacional para médicos e cirurgiões-dentistas. Em tramitação terminativa na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), a medida poderá seguir diretamente para a Câmara caso seja aprovada e, segundo cálculos da Fazenda, teria impacto de R$ 47 bilhões.

Além disso, o governo tenta postergar a discussão da proposta que amplia a parcela dos recursos da União destinada ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Apenas em 2026, a medida teria efeito estimado em R$ 10 bilhões sobre as contas federais.

Fonte: Metro1