Entidades pedem anulação de júri que absolveu cigano acusado de matar PMs na Bahia
Justiça Policia

Entidades pedem anulação de júri que absolveu cigano acusado de matar PMs na Bahia

Força Invicta e APPMBA acompanham familiares após decisão que absolveu “cigano” pelas mortes dos policiais  |  Reprodução | Redes Sociais

Entidades que representam agentes de segurança pública participaram de uma reunião, nesta terça-feira (19), para discutir a decisão do Tribunal do Júri que absolveu Rodrigo da Silva Matos, acusado pelas mortes do tenente Luciano Libarino Neves e do soldado Robson Brito de Matos, assassinados em julho de 2021.

O encontro aconteceu em Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia, e contou com a presença do comandante coronel Paulo Henrique e familiares das vítimas, para discutir os desdobramentos do julgamento e os próximos encaminhamentos jurídicos relacionados ao caso.

De acordo com o presidente da Força Invicta, Major Igor Rocha, a associação já iniciou, juntamente com a assessoria jurídica criminal, os trâmites necessários para buscar a anulação do júri popular.

“Não estamos falando apenas de um processo judicial. Estamos falando de dois policiais militares mortos em serviço, de famílias devastadas e de uma categoria que acompanha esse caso com profunda indignação. Nosso compromisso é acompanhar cada etapa dentro da legalidade e garantir o suporte necessário às famílias”, afirmou.

O advogado criminalista Vivaldo Amaral, que atua junto ao jurídico da Força Invicta, afirmou que a entidade passou a acompanhar o caso após ser procurada pelos familiares depois da conclusão do julgamento.

“Após a leitura dos autos, entendemos tecnicamente que a decisão do júri foi manifestamente contrária às provas do processo. Os autos demonstram, com clareza, que os militares foram executados. Acreditamos que o Ministério Público possa reverter essa decisão e obter a anulação do julgamento para que um novo júri popular seja realizado”, declarou.

Durante a reunião, familiares relataram sofrimento e indignação diante do resultado do julgamento. A viúva do tenente Luciano afirmou ter ficado “estarrecida” ao descobrir a absolvição e disse que não sabia da realização do júri naquela data, tomando conhecimento do julgamento apenas posteriormente.

Já o pai do soldado Robson Brito, que acompanhou o júri presencialmente, afirmou ter percebido uma mudança no rumo do julgamento ao longo da sessão, situação que aumentou a angústia da família diante do resultado final.

Para as entidades que acompanham o caso, a mobilização agora busca garantir que os próximos passos jurídicos sejam conduzidos dentro da legalidade, ao mesmo tempo em que as famílias seguem recebendo apoio institucional e acompanhamento diante da repercussão causada pelo julgamento.

FONTE: BNEWS