Ex-namorado é condenado a 22 anos por assassinato de Sashira Camilly
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Ex-namorado é condenado a 22 anos por assassinato de Sashira Camilly

O desfecho de um dos casos mais impactantes do interior da Bahia ocorreu nesta semana. Rafael de Souza Lima foi condenado a 22 anos e 3 meses de prisão em regime inicialmente fechado pelo assassinato de sua ex-namorada, a estudante de odontologia Sashira Camilly Cunha Silva.

O crime, ocorrido em setembro de 2021 em Vitória da Conquista, chocou a região pela frieza e pelo planejamento envolvido. Sashira tinha apenas 19 anos quando foi morta.

O Crime e a Dinâmica dos Fatos
Segundo as investigações da Polícia Civil e a denúncia do Ministério Público, o crime foi motivado pela não aceitação do fim do relacionamento por parte de Rafael. O julgamento detalhou como a emboscada foi armada:

A Emboscada: Rafael teria dopado a vítima com um medicamento de uso controlado antes de levá-la para um local isolado.

A Execução: Além de Rafael, outros dois homens foram envolvidos no crime — um responsável por aplicar o golpe de “mata-leão” e outro que desferiu golpes de faca contra a jovem.

O Abandono: O corpo de Sashira foi encontrado em uma área de matagal no município vizinho de Planalto.

O Julgamento e a Sentença
O Tribunal do Júri se estendeu por horas, ouvindo testemunhas, peritos e os argumentos da acusação e defesa. A condenação de Rafael baseou-se em qualificadoras que elevaram a pena, tais como:

Feminicídio: Crime cometido contra a mulher por razões da condição de sexo feminino.

Motivo Torpe: Inconformismo com o término da relação.

Meio Cruel: Uso de asfixia e múltiplas facadas.

Recurso que dificultou a defesa da vítima: A vítima foi dopada antes de ser atacada.

Repercussão e Sentimento da Família
A família de Sashira, que realizou diversas manifestações pedindo justiça ao longo dos últimos anos, recebeu a sentença com um misto de alívio e dor. O pai da jovem, Edilvânio Silva (conhecido como “Seu Edy”), tem sido a voz principal na luta para que o caso não fosse esquecido, transformando o luto em ativismo contra o feminicídio.

“A sentença não traz Sashira de volta, mas retira das ruas alguém que planejou e executou com frieza a morte de uma jovem cheia de sonhos”, afirmou um dos assistentes de acusação após o veredito.

Os outros dois réus envolvidos no caso também enfrentam processos judiciais e aguardam as definições de suas respectivas penas.

Fonte: Da Redação | Foto: Reprodução/TV Sudoeste