Mundial de futebol feminino bate recordes e já é o maior da história
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Mundial de futebol feminino bate recordes e já é o maior da história

O momento de subir degraus. A ascensão do futebol feminino em todo o mundo vai ganhar mais um capítulo crucial no seu desenvolvimento.

A Copa do Mundo de 2023 é a consolidação de uma modalidade que não para de crescer e cativar o público. Em 2019, ano da edição mais recente, o campeonato já foi considerado um sucesso.

No torneio que se inicia na madrugada de amanhã, a expectativa é pelo pontapé inicial no mais esperado Mundial de futebol feminino de todos os tempos. Nunca a competição havia recebido tantos olhares e sido alvo dos maiores holofotes como agora.

Divididos em duas sedes, os jogos vão ocorrer na Austrália e Nova Zelândia. O campeonato será realizado entre os dias 20 de julho e 20 de agosto e promete shows em campo, na bilheteria e em audiência.

Avassaladora

A edição promete ser histórica, com direito a prêmios nunca antes vistos de R$ 733 milhões para equipes e jogadoras. A entidade internacional do futebol já anunciou que todas as jogadoras receberão premiações, que podem variar de US$ 30 mil (R$ 144 mil) a US$ 270 mil (R$ 1,3 milhão), dependendo do avanço das suas respectivas seleções.

Mais de 150 países terão acesso à transmissão dos jogos na TV aberta, incluindo 34 países europeus, com opções de streaming. A projeção, inclusive, é de que a audiência global alcance a marca de 2 bilhões de fãs. O número seria quase o dobro dos 1,12 bilhão de telespectadores que sintonizaram na Copa do Mundo Feminina de 2019, que teve a França como sede.

O impacto da importância que tem este Mundial também pode ser notado no público esperado para as partidas. No final do mês passado, a Fifa celebrou o recorde de 1 milhão de bilhetes vendidos de maneira antecipada.

A marca pode ser ainda mais comemorada se levar em consideração que havia um certo temor com a adesão dos neozelandeses à Copa. O duelo de abertura entre Austrália e Irlanda, no Stadium Australia, em Sydney, que está marcado para 20 de julho, às 7h (horário da Bahia), não conta mais com ingressos disponíveis.

Mais de 80 mil pessoas são esperadas no confronto que, inicialmente, havia sido programado para ocorrer no Sydney Football Stadium, que tem capacidade para abarcar 42,5 mil pessoas. A alta demanda por ingressos, no entanto, provocou a alteração do palco.

No Brasil, um aceno que ajuda a mensurar a relevância do torneio para a nação é que, pela primeira vez na história, o governo brasileiro permitiu ponto facultativo para servidores públicos federais nos dias de jogos da Seleção Brasileira Feminina de futebol durante a Copa do Mundo.

Tradicional no futebol masculino, a medida permitirá que os profissionais se ausentem no horário dos jogos e retornem ao trabalho até duas horas depois do fim da partida. A ideia, então, é prestigiar a seleção, que deixou de sonhar com o título na última edição ainda nas oitavas de final, após cair para a anfitriã França.

Vem aí a primeira?

O Brasil sente falta de ter ela na estante. A taça de campeão do mundo no futebol feminino é a cereja do bolo que busca a nação brasileira. Depois de ter desfrutado de acompanhar a Marta brilhar mundo à fora e ser eleita seis vezes a melhor jogadora do planeta, chegou a hora de comemorarmos o prêmio coletivo.

Para isso, no entanto, a Amarelinha não terá vida fácil. Na chegada à competição, as comandadas de Pia Sundhage ficam atrás de países como Inglaterra, Estados Unidos e Alemanha entre as favoritas a ganhar o Mundial. Correndo por fora, a equipe estreia na próxima segunda-feira (24), em Adelaide, contra o Panamá.

As inglesas, por sua vez, também nunca se sagraram campeãs da Copa do Mundo, mas vem em excelente fase. No ano passado, as ‘Lioness’ ganharam da Alemanha por 2 a 1, na prorrogação, e foram campeãs da Eurocopa Feminina de 2022, em um estádio de Wembley lotado.

A Alemanha, derrotada na final, começa sua caminhada no torneio em busca de retornar ao topo. Com dois títulos mundiais na história (em 2003 e em 2007) e maior vencedora da Euro feminina (com o total de oito canecos, o último em 2013), elas querem superar o mau momento que vem atravessando.

Nos parâmetros de uma seleção tão campeã quanto ela, o quarto lugar na Copa de 2015 e o vice no campeonato europeu de 2022 são feitos recentes muito pequenos na última década.

Dona dos dois canecos mundiais mais recentes, os Estados Unidos chegam para a edição de 2023 com vontade de aumentar a hegemonia. Com quatro títulos na bagagem, elas querem o penta. Lideradas pelas experientes Alex Morgan e Megan Rapinoe, as estadunidenses vivem momento de mudança de safra. Cascudas e talentosas, pintam como principais candidatas para faturar a Copa do Mundo.

Fonte: A Tarde | Foto: Lucas Figueiredo/CBF