
Um sonho realizado. É assim que Mara Maravilha (58) define seu maior e mais importante papel: o de mãe de Miguel Benjamin (7). Após construir uma carreira recheada de êxitos e conquistas, a apresentadora abraçou a maternidade com força e amor. “Eu tenho pensado na minha saudosa mãe. Sabe quando dizem que entendemos os pais quando a gente os perde? Hoje, como mãe, eu entendo muito mais a minha. Meu filho é o meu milagre. O meu M mais maravilhoso é o de mãe. Tem M de mulher, de maravilha, mas o mais glorioso é o da mãe. Não tem aplauso ou premiação mais gratificante do que ouvir a voz do Miguel me chamando de mãe”, conta ela, em papo sincero e tocante com CARAS no qual elencou todas as mudanças em sua vida desde a chegada de seu filho do coração.
– Qual a importância do Miguel para a sua vida e como foi realizar o sonho da maternidade que você tanto esperou?
– Meu filho sabe de toda a verdade. Não sei lidar sem a verdade em qualquer situação da vida. Nós falamos para ele que ele é o nosso filho do coração, um presente de vida que ganhamos. Fui adotada pelo meu pai. Tive um genitor e tive meu pai. Sou fruto da adoção e do amor. A adoção é a expressão do amor. Nós fizemos tudo de forma verdadeira. Politicamente falando, uma das coisas que o Brasil faz de forma coerente é justamente a adoção. Me ofereceram como forma de barganha, negociação, mas fiz tudo da forma certa, seguindo a lei. Ele veio de forma perfeita. Nós, mulheres, temos papéis insubstituíveis. Precisei de uma genitora e teve a figura do sêmen de um homem. São os genitores e nós, os pais. Não existe história antes, a história que existe é a dele com a gente. Não sou eu que estou sendo boa com meu filho, é meu filho que está sendo usado por Deus para algo bom na minha vida. As pessoas dizem que é uma atitude nobre, mas sou eu que estou sendo abençoada.
– Miguel entende que é filho da Mara Maravilha? Como ele lida com a sua fama?
– Eu tento inserir o Miguel no contexto da minha vida, mas não é fácil. Quando preciso me ausentar, fico com o coração dilacerado. Sou a melhor mãe que eu consigo ser. Eu e o pai dele só começamos a mostrar o Miguel quando ele tinha 4 anos de idade. Sempre com muito cuidado. O mundo é cruel. Eu não coloco ele para ouvir as minhas músicas ou assistir aos meus programas. Ele tem que ver a mãe, não a Mara Maravilha. O que ele absorve sou eu como mãe, não a artista e a profissional.
– Você acredita que todos os anos dedicados a trabalhar com crianças também te prepararam melhor para a função de mãe?
– Eu amo criança. Elas são sinceras, não existe a hipocrisia dos adultos. O Miguel é a assinatura de Deus dizendo: “Você é maravilha”. Eu fui mãe aos 50 anos e eu não iria me sentir uma mulher realizada se não fosse. Poderia conseguir mais sucesso, no exterior, como cantora ou empresária, mas não me sentiria realizada. Sei que há mulheres que não têm essa vontade. Cada uma é de um jeito. Quando eu educo meu filho, eu percebo que eu aprendo com ele. Eu sou tão ansiosa que já fico torcendo para quando ele tiver 18 anos, já me dê um neto!
– Diante de um mundo com tantas inseguranças, dificuldades e incertezas, o que você espera para o futuro do pequeno Miguel?
– Eu não sou polêmica, eu sou autêntica. Eu converso com ele e digo que, com 18 anos de idade, precisará ser responsável por ele mesmo. Meu filho me defende, ele mesmo já quer me trazer segurança. É uma relação de muito amor e muita cumplicidade. Sou bastante ligada aos estudos e ao esporte. Miguel sempre é elogiado pelas professoras. Meu filho é abençoado, saudável, feliz… Eu ensino a ele os princípios que eu tenho, de amar e de respeitar ao próximo, todos os valores que eu mais acredito na vida
FONTE: CARAS


