Cuidados na proteção do baixeiro na soja refletem em melhores resultados de produtividade na safra
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Cuidados na proteção do baixeiro na soja refletem em melhores resultados de produtividade na safra

Autor: NoticiasAgricola | Foto: Divulgação

As expectativas são positivas para a safra 2020/21 de soja do Brasil,que deverá ter a semeadura avançando em maior ritmo nas próximas semanas no país, mas já com projeções iniciais de produção expressiva e recordes sendo registrados nos preços da commodity. Diante desse cenário, o produtor brasileiro deve se atentar para fatores essenciais que garantemainda melhores resultados de produtividadepara a safra, como o manejo de doenças pela proteção do baixeiro.

Atualmente, 70% das cultivares de soja têm hábito indeterminado, com característica fisiológica demaior enchimento de grãos na porção mediana para o baixeiro.Dessa forma, a ocorrência de doenças na parte inferior da planta pode representar impactos significativos eque necessitamde atenção redobrada. Segundo Eder Moreira, diretor e pesquisador da Fitolab P&D, as doenças na cultura da soja, principalmente as manchas foliares, estão relacionadas com os sistemas de produção, sementes eascultivares utilizadas.

“O binômio – culturas que sucedem a soja (palhada ou restos culturais) e a cultivar escolhida– deve ser considerado para o manejo das manchas foliares na safra. A exemplo, ofungo da mancha alvo, que sobrevive nos restos culturais de soja, algodão, crotalária e plantas daninhas e, deste modo, aumenta o inóculo inicial. Por outro lado, áreas que não tenham palhadapodem apresentar inicialmente sintomas de Septoriose”, afirma Moreira.

O fitopatologista destaca que a identificação do momento ideal para aplicação do fungicidaé essencial para maior eficiência na proteção do baixeiro.“O fechamento das entrelinhas, no geral, pode ser observado no campo pelo produtor, quando a lavoura apresenta espaçamento de três a quatro dedos. Neste momento,é possível atingir 100% de gotas nas primeiras folhas, estas gotas tendem a ser mais concentradas e, consequentemente,terão maior eficiência”, explica.

“Considerando que em uma mesma lavoura o agricultor semeia diferentes cultivares e variados talhões, o fechamento das entrelinhas não será simultâneo e isso facilitará o trabalho operacional na fazenda para a aplicação de fungicida de forma ordenada, com atenção e em doses corretas. Esse é o alicerce para proteção do baixeiro, mas os cuidados com a lavoura precisam seguir com aplicações posteriores, sempre pensando em um programa robusto, do início ao fim”, pontua Moreira.

As vagens localizadas nas partes mais altas da planta tendem a ter menor tempo de enchimento de grãos e também de fechamento diário dos estômatos (saturação fotossintética) e, deste modo,há uma limitação do potencial de produtividade. Por outro, no baixeiro, estão as primeiras vagens da planta que são as que têm maior tempo de enchimento eque não apresentam limitação fotossintética quando comparadas com a porção superior.

A Fitolab P&D conduz ensaios de performances de produtos agrícolas, buscando entender os desafios no manejo de doenças para o produtor rural brasileiro, olhando para os fungicidas atuais e futuros e posicionando-os tecnicamente, visando entregar um manejo eficiente das doenças e maximização da produtividade. Pensando neste manejo eficiente aliado à produtividade, a Bayer lançou o fungicida Fox® Xpro, com três ativos – Trifloxistrobina, Protioconazol e Bixafem,com ação tripla no combate das principais doenças do cultivo da soja (ferrugem asiática, mancha-alvo, antracnose, mancha-parda, cercosporiose, oídio e mofo branco).