Passei batido nas ondulantes ondas desse mar aberto.
Não surfei nas encapeladas águas, e sim mergulhei literalmente de ponta-cabeça.
Delatei além do tempo para emergir, curtir e me ocupar com os fortuitos encantos que vislumbrava, e ao mesmo tempo formatava as imagens espelhadas, sendo induzida pelo prolongado mergulho nas espumantes solúveis ondinas.
Tardiamente tomei pé, vi que as horas passaram, o dia se foi, e o ontem só havia o eu.
Não sabia com dimensionar o novo, fiquei subordinado à faculdade da memoria e acorrentado nas cores desse velho terno.
É visto que o tempo segue seu curso, isso implica para aqueles que não se predispõe a seguir a corrente.
Esse constante movimento, nada mais será, um convite para todos que se depara com o novo.
Ricardo G.Farias

