A vibração que aqueceu a Suíça Baiana: três noites de pura música no Festival de Inverno Bahia
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A vibração que aqueceu a Suíça Baiana: três noites de pura música no Festival de Inverno Bahia

Foto: Reprodução/Instagram

O clima característico de Vitória da Conquista foi o cenário da histórica 20ª edição do Festival de Inverno Bahia. Ao longo de três noites intensas, o Parque de Exposições Teopompo de Almeida funcionou como um ponto de encontro de gerações e ritmos, onde as baixas temperaturas da cidade contrastaram diretamente com a arena cheia. A abertura na sexta-feira equilibrou poesia e alta energia. A noite começou com a estreia histórica de Zé Ramalho, entoando clássicos da MPB e do folk nordestino, seguida pelo emocionante encontro do Projeto Dominguinho — reunindo João Gomes, Mestrinho e Jota.pê. Para esquentar a madrugada e fechar a primeira etapa em ritmo acelerado, Henry Freitas assumiu o comando com a pegada do forró contemporâneo. No sábado, a maratona atingiu sua maior amplitude musical. O palco principal recebeu a força da MPB de Maria Bethânia, a estreia eletrizante de Ludmilla passeando pelo pop e funk, e a energia inconfundível do axé de Bell Marques. A animação seguiu até tarde com a batida marcante do Trio da Huanna, garantindo casa cheia e diversidade de público do início ao fim. O encerramento no domingo manteve o ritmo em alto nível, dosando atitude e romantismo. A pegada do reggae e do rock com Marcelo Falcão abriu espaço para o repertório de sucessos de Wesley Safadão, enquanto o pagode de Belo completou a grade embalando a multidão em coro uníssono. Celebrando duas décadas de história, o FIB 2026 consolidou mais uma vez seu papel como um dos maiores eventos multiculturais do interior da Bahia, entregando uma maratona técnica e sonora bem distribuída ao longo de todo o fim de semana.