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A Polícia Federal, em cooperação com autoridades internacionais, localizou o megaiate Nixie, uma das embarcações mais luxuosas ligadas ao empresário Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master. Avaliado em cerca de R$ 2 bilhões, o iate tem 102,4 metros de comprimento e nunca chegou a ser usado pelo empresário, mesmo tendo passado por suas mãos.
Vorcaro adquiriu a embarcação em 2024, quando o projeto ainda estava em construção no estaleiro alemão Lürssen, onde havia sido encomendado. A construção só foi concluída em junho, mês em que o iate também foi entregue.
Nesse intervalo, o empresário acumulou problemas com a Justiça: teve uma primeira prisão em novembro de 2025 e voltou a ser detido em março de 2026, na sequência da operação compliance zero. O caso está entre os desdobramentos da liquidação do Banco Master.
O Nixie foi projetado para funcionar como um resort flutuante. A embarcação conta com propulsão diesel-elétrica e convés de teca indiana, além de uma estrutura de lazer pouco comum até para o mercado de luxo. Entre os destaques estão uma piscina semi-suspensa de vidro de seis metros de extensão e um beach club com 270 metros de área de convivência.
A lista de comodidades inclui ainda heliponto (com helideque comercial), spa privativo, centro wellness com câmara de crioterapia, cinema, academia e uma mesa teppanyaki. O interior leva a assinatura do escritório RWD.
Estimado em torno de € 350 milhões, o Nixie tem estreia mundial marcada para o Monaco Yacht Show, entre os dias 23 e 26 de setembro.
Após a primeira prisão de Vorcaro, a posse da embarcação retornou a Patrick Dovigi. A partir daí, o iate entrou no radar de Nik Storonsky, fundador da fintech Revolut, que chegou a visitar o estaleiro na Alemanha e fez uma oferta pela embarcação ainda no período em que ela estava vinculada a Vorcaro. O negócio entre Storonsky e Dovigi acabou fechado em janeiro de 2026.
A transação, no entanto, virou motivo de litígio. A corretora de iates de luxo Cecil Wright & Partners moveu ação contra Storonsky na Suprema Corte de Londres, reivindicando uma comissão de corretagem de 5% sobre a operação: sobre um valor de R$ 2 bilhões, o percentual equivale a cerca de R$ 100 milhões.
Fonte: BPMoney

