O procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, se manifestou contra a proposta da Polícia Federal (PF) de manter agentes dentro da residência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), nesta sexta-feira (29).
Gonet assumiu a existência de um “risco concreto de fuga” do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mas considerou que a prisão domiciliar, cumprida desde 4 de agosto, continua sendo uma medida suficiente. A manifestação foi enviada ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do processo, que decidirá sobre o pedido da Polícia Federal (PF) para reforçar a vigilância.
O procurador ressaltou que já foram aplicadas medidas de cautela e que não se justifica “uma medida mais gravosa” neste momento. Segundo ele, o monitoramento deve ocorrer por meio de câmeras e vigilância externa, preservando a privacidade do ex-presidente. “Justifica-se o acautelamento das adjacências, como a rua em que a casa está situada e até mesmo a saída do condomínio”, afirmou.
A recomendação contraria o pedido do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, que havia defendido a presença de policiais em tempo integral dentro do imóvel, alegando risco de fuga e fragilidade no monitoramento eletrônico por tornozeleira.
Fonte: Metro1 | Foto: Marcos Corrêa/PR